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Uma geração de azeite e vinho

juventude
 

GERAÇÃO ELEITA


Assim como Daniel, intentaram em seus corações não se contaminarem com os manjares do rei (Dn. 1:8-16). Note que atitude tremenda: quando todo um povo se deleitava com os manjares do rei, os prazeres, os benefícios da carne, a luxuria, o bem estar, a auto-satisfação,esses jovens não – não se contaminaram – o que eles mostraram com isso? Que eram separados das práticas mundanas, eram santos! Santidade não é uma coisa que se vê hoje em dia no meio da juventude (separação do mundo).
Na atualidade, cada vez mais o jovem cristão é parecido com o mundo, com a sociedade mundana, não há diferença com os demais jovens mundanos, pois eles se vestem iguais, assistem a mesma coisa na TV, suas palavras são iguais, frequentam “quase” os mesmos lugares, ou seja, vivem se contaminando com as iguarias do rei e por estarem contaminados acabarão se dobrando ou até já se dobraram ao rei – ao deus desse século – prostrando-se diante da sua estátua (Dn. 3).
Mas Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, quando o edito real foi dado, dizendo “que todos deveriam adorar a estátua e que aquele que não a adorasse seria lançado no forno…”, o que eles fizeram? Preferiram ser queimados à traírem o seu Deus, à se dobrarem a um sistema ímpio e corrupto. Então, vendo que eles não se dobravam, o rei manda jogá-los na fornalha, sete vezes mais quente.
Oh! Meu querido, isso sim é ser radical, que coisa mais linda, que testemunho de fé, de entrega, que convicção ainda na sua juventude. Esses sim estavam gastando sua vida “nos dias da sua mocidade”, arriscando-a pela causa, pelo verdadeiro REIO Senhor dos Exércitos!Não se importaram com a fornalha, nem com qualquer outra oposição, sendo lançados lá dentro.
É isso que a Igreja atual precisa, é desse tipo de jovens que a Igreja atual, que a Terra necessita: jovens ousados, intrépidos, que amam a Deus sobre todas as coisas, que não temem o rei, nem a fornalha e nunca se contaminarão com os seus manjares! E o final da passagem você já sabe: Jesus entrou e andou com eles na fornalha.
É isso que estou tentando dizer. Assim como esses jovens bíblicos e tantos outros, gaste sua juventude, use toda a sua força servindo a Jesus Cristo, obedecendo fielmente sua Palavra, adquira marcas, novas experiências a cada dia, cresça com homens mais velhos, como diz Provérbios 13.20. Faça visitas com eles em presídios, em hospitais, cultos familiares, siga seus conselhos, aprenda com sua reta conduta.
Esse é o tempo para que essas coisas aconteçam, tempo também de pregar o Evangelho, período no qual temos que ganhar o maior número possível de almas, pois temos disposição para ir e vir! A juventude é a época de abrir mão de muitas coisas, pois a maioria dos jovens são solteiros e podem dispor de tempo e recursos. Não hesite em pregar o Evangelho, a seara está madura: vá até ela, lance a preciosa semente, forme discípulos, crie um ministério pessoal… Quando você acha que vai ganhar almas? Quando você acha que vai ter disposição e tempo para caminhar com os discípulos até gerar Cristo neles, o que custará lhe muito? Quando você for mais velho? Quando for casado? Quando tiver filhos? Não, impossível!
A hora é agora, nos dias da sua mocidade. Vá meu filho, pois João escreveu: “jovens sois fortes” (1Jo. 2.14). Vá, Deus está adiante de você como um fogo consumidor, destruindo seus inimigos, quebrando as portas de ferro, os ferrolhos de bronze, alie à sua robustez, dinâmica, espontaneidade, o conhecimento bíblico e o poder do Espírito Santo, então ninguém irá te deter! Você poderá ser um novo profeta, um novo Elias desse tempo. Como eu disse: Vá!
Desenvolva também um relacionamento pessoal com Deus, tenha um ministério particular com Deus, quero dizer, uma vida devocional intocável. Cresça na comunhão, na intimidade, seja participante da natureza divina (2Pe. 1.4), pois então você se tornará um grande homem ou uma grande mulher de Deus. Eu sei que por ser jovem você está cheio de sonhos, planos e projetos futuros… Mas saiba: eles só se concretizarão segundo a vontade de Deus e Deus conhece cada um deles!
Tenho certeza que Ele colocará a própria vontade Dele em você e fará muitas vezes que a sua vontade automaticamente seja a Dele.
Seguindo todos esses passos teremos uma nação forte, uma sociedade honesta, uma Igreja poderosa e, principalmente, ministros do Evangelho com caráter, maduros, preparados e é isso que a Igreja atual mais necessita.
Esse de quem estou falando é você meu jovemestá tudo nas suas mãos. Que o Espírito Santo te convença e te leve a uma vida intensa com o Senhor e que você gaste toda ela na sua mocidade.
Paulo Junior

Não precisamos de líderes ou pessoas loucas, mas servos que, sabendo a verdade, possam tomar a iniciativa e realizarem a obra que irá glorificar ao Pai, custe o que custar.

 

Nem sempre é fácil fazer o que precisa ser feito, assumir compromissos que cumpram a agenda de Deus para o mundo e para as nossas próprias vidas. Mas independente do quanto é difícil, precisamos agir em conformidade com os princípios espirituais que a Palavra de Deus nos ensina. É preciso coragem. Não precisamos de líderes ou pessoas loucas, mas servos que sabendo a verdade possam tomar a iniciativa e realizarem a obra que irá glorificar ao Pai, custe o que custar.

Precisamos de líderes que ajudem no soerguimento de uma denominação que luta para se preservar da iniqüidade, para fazer justiça, para exercitar a compaixão cristã com todos os que sofrem e por isso paga um alto preço. Precisamos de obreiros que pertençam a uma geração de azeite e vinho. Que sabendo o que é certo, deixam o discurso, as críticas passivas e realmente assumem, mesmo não estando no centro da ‘religião’, sua parcela de contribuição, lutando uma luta contra o preconceito, a falência, o descaso, enfim, a própria morte.

Estou pensando sobre a parábola do bom samaritano, contada por Jesus, narrada por Lucas 10:29-37. Tem tudo a ver com nossa postura diante do outro.

Conforme a história, havia um homem que foi espancado e estava à beira do caminho, quase morto. O primeiro personagem citado por Jesus foi o sacerdote. Ele viu, diz a narração, e passou de lado. Sabe-se que se ele parasse para ajudar teria grandes consequências em seu ministério que atingiria sua reputação e sua própria sobrevivência. Não era qualquer homem caído a beira do caminho, era um quase morto, e isto para um judeu era muito sério. E se quando fosse ajudar ele morresse? Ficaria impuro pela lei. Teria que voltar ao templo, lá seria disciplinado por seus superiores, teria que entregar suas roupas sacerdotais e ficaria sem a sua função por um período de tempo. Além do mais, receberia as críticas e até se sentiria sujo por ter tocado na escória da sociedade.

O sacerdote não ajudou o homem caído porque perderia seu status quo, porque teve medo e por falta absoluta de amor, compaixão. Passou longe mesmo estando perto. Era religioso, mas não tinha o azeite e o vinho que deveria ter como sacerdote. Porque não tinha, não pode atar as feridas do pobre homem. Que continuou a agonizar.

Em seguida um levita agiu da mesma maneira. Se o seu chefe fez o que fez por que ele faria diferente?  Não fez. Repetiu o padrão. Passou longe. Uma religião hierárquica é assim mesmo: se o cabeça não tem remédio para cura quem vem abaixo também não tem. Faltou azeite e vinho.

Quando tudo parecia perdido na vida do homem, surgiu alguém que pertencia à raça considerada pior do que um animal para um judeu: um samaritano.  O que essa história, que sai diretamente da boca de Jesus, nos surpreende é o fato dele ter consigo azeite e vinho, algo que era peculiar aos dois que passaram antes pelos ofícios que desempenhavam e não a ele. Tendo, usou para ajudar a curar as feridas do outro. Foi além, colocou o homem sobre a cavalgadura deixando-o na estalagem, passando com ele uma noite e se comprometendo financeiramente com que nem conhecia.

Jesus perguntou ao seu ouvinte, doutor da lei: “Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?” Ele disse: “O que usou de misericórdia para com ele”.

É interessante que, mesmo diante da constatação do fato, o entendido da lei não diz: o samaritano, mas o que usou de misericórdia. Na verdade, temos aqui um quarto personagem que não aprendeu a ter azeite e vinho e que mesmo diante da orientação de Jesus, vá e faze da mesma maneira, tudo indica que não foi.

Uma parábola tem sentido próprio. Quem tem ouvidos, ouça o que Jesus está dizendo. Que nossa atitude seja como a do samaritano, com azeite e vinho para curar, a fim de que não haja tantos caídos à beira do caminho.