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DIA DO PASTOR

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A IGREJA E SEU PASTOR


Como deve ser a relação entre Igreja e pastor? Certamente um relacionamento de amor e respeito; de afeto e exortação; de sinceridade e confrontação, e profunda aceitação em Cristo Jesus. A igreja é maior que o seu pastor. Este é um servo de Jesus, chamado por Ele, para servir à Sua Igreja, trazendo a visão e pregando o genuíno evangelho.

A Igreja deve tratar o seu pastor com amor profundo, respeito, sinceridade, autenticidade, lisura e transparência no Espírito. O pastor, por sua vez, deve ver a Igreja como Corpo vivo de Cristo, coluna e firmeza da verdade, comunidade da fé, assembléia dos santos e comunidade dos servos. A Igreja é composta dos chamados de dentro para fora do mundo.

O pastor é um vocacionado por Deus, membro e líder da Igreja, para exercer o seu ministério quadridimensional: pregação, pastoreio, ensino e administração. A Igreja responde a estas demandas. Ela precisa ver no seu pastor a veracidade do chamado para o ministério e a sua prática eficaz. Igreja e pastor devem se alegrar, se contentar mutuamente em Cristo Jesus. Este é o referencial para ambos.

A Igreja deve obedecer ao seu pastor (Hb 13.17). Os dois precisam caminhar juntos na unidade da Trindade. Igreja e pastor são como agulha e linha, isto é, não podem trabalhar separadamente. Há uma completude. Eles se complementam no caráter das Escrituras, na sua verdade absoluta. O Espírito Santo conduz Igreja e pastor no caráter de Cristo, em toda a Sua personalidade. Não deve haver discórdia entre eles. As suas respectivas funções indicam convergência. Foram chamados para uma sintonia fina.

Como instrumentos usáveis, devem ser afinados no diapasão de Deus. Igreja e pastor se alimentam das Escrituras. Eles a compartilham na experiência comum. Fazem parte da Comunidade da aceitação, do perdão e da festa. São gerados e pastoreados pelo Pastor Supremo, o Senhor Jesus Cristo. Por esta razão, ambos são ovelhas de Jesus. Alegram-se profundamente por estarem NELE. O seu coração se rejubila na obra de Cristo na cruz e na ressurreição. Eles estão na co-morte com Cristo na cruz e ressuscitaram com Ele em novidade de vida e identificação plena (Cl 3.1-4).

A Igreja e seu pastor estão sob o guarda-chuva do Reino de Deus. Este Reino que é justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Rm 14.17). Reino de amor e graça. Perdão e aceitação. Poder e unção. Vida e missão. A relação vocacional entre igreja e pastor é muito significativa. Sublime. Revela perseverança e confiança. Eles têm prazer em fazer Cristo conhecido na sua comunidade, nos lugares mais próximos e distantes. Estão comprometidos com a obra missionária, com o evangelismo e com a ação social. Têm prazer em servir ao Senhor com alegria e singeleza de coração a partir de uma só alma, uma só mente.

Que relação preciosa é a relação igreja-pastor! É uma relação de comprometimento com Aquele que os chamou por Sua graça. Há uma cumplicidade entre a Igreja, o pastor e Cristo Jesus. A Igreja deve se submeter à liderança do seu pastor e este deve se submeter a autoridade que a Igreja tem de Cristo Jesus, nosso Senhor. Igreja e pastor devem viver, acima de tudo, para a Glória de Deus!


PASTOR

Com base no contexto das palavras do escritor aos Hebreus, que chama a nossa atenção para a responsabilidade de um pastor, bem como para o compromisso que cada crente tem diante dele, quero, neste dia, 2º domingo de junho, dia do pastor, falar de maneira bem prática, um pouco a respeito de algumas atitudes que podem, em linhas gerais, traduzir a força da expressão bíblica: “lembrai-vos dos vossos pastores”.

Valorizando seu trabalho

Um dos fatores motivadores do trabalho é o reconhecimento. Quem é que não gostaria de ser reconhecido quando está cumprindo sua tarefa? Não há como desistir de uma missão, ou ser malsucedido, se alguém valoriza o que vem sendo realizado com desvelo e amor.

Eu, por exemplo, sinto-me feliz quando sei que aquilo que estou fazendo tem o reconhecimento da minha família, da minha igreja, dos meus amigos, dos meus pais, etc. Agora, criticar ou desprezar o que alguém faz com amor e dedicação é uma afronta a qualquer pessoa.

Talvez o pastor seja a pessoa que mais receba críticas. Geralmente, tudo que acontece na igreja é culpa do pastor. Seu trabalho é complicado e muitas vezes mal-entendido. Por exemplo: se alguém vai bem no casamento, o pastor é o responsável; se os cônjuges brigam e estão separados, o pastor é o culpado. Se o filho está em casa e obedece aos pais, o pastor tem participação nesse processo; se ele não fica em casa e nem está na igreja, o pastor falhou no seu papel.

O pastor pode fazer noventa e nove coisas corretas, boas e dignas de aplausos. Mas se ele falha num único detalhe, isso é motivo para que alguém desmanche seu trabalho com críticas e desprezo. E como há pastores que sofrem em virtude desses procedimentos… Situações que tinham tudo para ter um final feliz, acabaram com um fim desastroso, tão somente porque alguém não reconheceu o que fora feito ao longo dos anos.

É hora de parar com certas atitudes destruidoras e valorizar mais os nossos pastores, dando-lhes todo apreço necessário. É preciso caminhar lado a lado desses homens de Deus, lembrando sempre que eles não são perfeitos, mas sujeitos às paixões e sofrimentos humanos, Tg 5: 17.

Demonstrando amor e carinho

Amor é uma palavra que faz bem a todos. A Bíblia está repleta de mandamentos sobre o amor. Deus é amor, 1 Jo 4: 8. Em se tratando de demonstrar amor ao próximo, existem muitas maneiras de se fazer isso. Leia Lucas 10: 25-37.

Quando a Bíblia diz que “Deus amou o mundo de tal maneira”, afirma que Deus provou seu amor, dando (enviando) seu único filho para sofrer e morrer por todos, Jo 3: 16. Ele não apenas amou, mas demonstrou seu verdadeiro amor através da ação: “…deu o seu filho único…”.

O pastor é uma pessoa como qualquer outra. Ele é um ser dotado de sentimentos e emoções, e que precisa de amor e atenção. Muitos chegam a pensar que ele é, humanamente falando, uma pessoa completa e realizada. É bom lembrar que o pastor tem também seus momentos de solidão e sofrimento. Os problemas diários que uma igreja enfrenta podem refletir duramente na vida desse homem de Deus. Se ele não possuir uma estrutura física, psicológica e espiritual à altura, jamais suportará as lutas e desafios do ministério.

É por isso que a igreja precisa lembrar de seu pastor em oração, intercessão e amor, para que ele se sinta sustentado e amado pelo rebanho. Não de maneira teórica, mas de forma real, prática e transparente. Como é louvável a atitude de certos membros que procuram cercar seu pastor e sua família com atitudes que demonstram carinho. Quantos que têm a satisfação de convidar o pastor para almoçar em sua casa, dar-lhe um presente no dia de seu aniversário, convidar seus filhos para fazer um passeio, etc. Existem mil e uma maneiras de demonstrar que o pastor é uma pessoa amada e querida.

Sendo submisso e respeitoso

Talvez aqui esteja a tônica da expressão “lembrai-vos dos vossos pastores”, porque nesse contexto o escritor fala de maneira clara da autoridade espiritual que o pastor exerce sobre os cristãos, assim como da obediência e submissão da igreja aos líderes espirituais: “Obedecei a vossos guias, e submetei-vos a eles”.

É bem verdade que ser pastor é um privilégio muito grande, mas, ao mesmo tempo, implica responsabilidade diante de Deus: “Eles velam por vossas almas, como quem há de prestar contas”. Quer dizer: os crentes terão de prestar contas a Deus diante do Tribunal de Cristo, 2Co 5: 10, após o arrebatamento da igreja, mas os pastores terão de prestar contas mais do que os outros, por terem assumido tão sublime missão – o ministério. Por isso, cada pastor deve levar a sério sua missão, e não fazer de qualquer maneira a obra do Senhor, Jr 48: 10.

Ser submisso é uma tarefa de cada crente e não parece tão fácil assim. Mas é este o ponto forte na vida do cristão que cumpre com alegria este mandamento, ou seja, à semelhança de um filho que ama e obedece, com prazer, ao pai.

Alguém disse que o que Deus mais requer de nós é a obediência. Concordo, porque entendo que na obediência estão implícitas todas as demais características cristãs, tais como: humildade, amor, paciência, perdão, alegria, bondade, fé, etc.

Portanto, uma das melhores maneiras de um cristão dar a destra ao seu pastor é demonstrar-se pronto em submissão ao trabalho do Senhor. Ver o pastor como um pai espiritual que trabalhou para que a palavra o alcançasse é um ato de reconhecimento que glorifica a Deus. Pense nisso e seja sempre um crente obediente e pronto para oferecer sua destra de companheirismo no trabalho da Igreja.

Concluindo

Gostaria de que as igrejas reconhecessem o valor de seu pastor, dando-lhe a honra devida, Rm 13: 7, e levantassem mãos santas ao Senhor em oração por todos os pastores e suas famílias. Quero sugerir a todos que, nesse dia festivo, deem presentes ao seu pastor e comemorem esse dia com gratidão e louvores ao Senhor. Mas, acima de tudo, deem a ele muito mais amor e consideração, reconheçam o valor de seu trabalho, sendo submissos e respeitosos.