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MULHERES DE DEUS

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Ester

 

Ester foi uma jovem judia que casou com o rei da Pérsia e salvou o povo judeu do extermínio. Seu nome hebraico era Hadassa e ela era órfã, criada por seu primo Mardoqueu.

A história de Ester

Ester se torna rainha

Durante uma festa, o rei Xerxes da Pérsia ficou embriagado e mandou chamar sua esposa Vasti para mostrar sua beleza aos seus súditos. Mas a rainha Vasti se recusou ir e o rei ficou muito zangado com ela, mandando ela embora.

Algum tempo depois, o rei mandou trazer todas as mulheres mais bonitas do império persa para ele escolher uma para ser sua nova rainha. Ester foi uma das mulheres escolhidas e ela recebeu um tratamento de beleza especial durante um ano. Ester causava boa impressão em todos que a conheciam e ela ganhou o favor do rei, que a tornou sua rainha (Ester 2:15-17).

Leia aqui a história do rei Xerxes.

O plano de Hamã

Hamã era um príncipe importante do império persa que não gostava de Mardoqueu, porque Mardoqueu não se curvava diante dele. Hamã decidiu então se vingar e matar todo o povo judeu. O rei, que não sabia que Ester era judia, deixou Hamã fazer o que queria. Então Hamã marcou uma data e se preparou para o dia da matança (Ester 3:12-13).

Veja aqui a história de Mardoqueu.

Ester intervém

Mardoqueu contou o plano de Hamã a Ester e lhe pediu para interceder por seu povo ao rei. Ester teve medo porque ninguém podia entrar na presença do rei sem ser chamado, sob pena de morte. Então ela pediu que todos os judeus jejuassem durante três dias, depois ela foi falar com o rei (Ester 4:15-16). O rei teve misericórdia dela e lhe perguntou o que queria. Ester convidou o rei e Hamã para um banquete e eles foram. Durante o banquete, Ester convidou o rei para outro banquete no dia seguinte.

Veja também: o que a Bíblia diz sobre jejum?

No segundo banquete, Ester revelou ao rei que ela era judia e lhe contou o plano maléfico de Hamã para matar todo seu povo. O rei ficou muito zangado com Hamã e mandou executá-lo na forca que Hamã tinha construído para Mardoqueu. Com o apoio do rei, os judeus se uniram para se defender e mataram muitos de seus inimigos (Ester 9:1-2). Assim, Ester salvou o povo judeu.

O que podemos aprender com Ester?

  • Confiar em Deus – Ester arriscou sua vida para obedecer a Deus e Ele cuidou dela
  • Ter coragem – Ester estava segura, ninguém conhecia sua identidade e ela não seria afetada pelo extermínio; mas ela arriscou tudo para fazer o que era certo
  • Orar é importante – Ester buscou a ajuda de Deus antes de agir e Ele lhe deu sucesso

 

DÉBORA

Querido Pr. Eros,

Antes de quaisquer outras colocações, gostaria de compartilhar com o sr. de que em todo o curso do processo que antecedeu a sua vinda para a IBI eu experimentei paz em meu coração a respeito de seu ministério, junto a nós. Por essa razão, não poupei esforços para que sua vinda fosse uma realidade. Não envidei esforço algum por razões pessoais (eu nem o conhecia…), mas por acreditar que Deus estava conduzindo nossas mentes e corações.

Lembro-me de ter comentado com a Aliete, em particular, e em um outro momento – por ocasião de uma assembléia – de que eu tinha plena convicção de que o “Pastor iria ser bênção em nossas vidas e nós iríamos ser bênção na sua vida e ministério”.

Bem, se não fosse esta a certeza que me preenche, eu não estaria lhe escrevendo.

Confesso que depois de nossa conversa – na última quarta-feira – eu fiquei arrasada com alguns de seus posicionamentos. Acatando o que foi combinado, não comentei o assunto com ninguém da igreja, nem com a Ruth – com quem estive logo depois de nossa reunião. Na verdade fiz um esforço sobre-humano para não desabar na sala dela e no decorrer do culto. Quando saí da igreja já estava passando mal…  Chorei muito, com muito pesar e dor (como se tivesse apanhado, levado uma surra…), desde a porta da igreja – até a porta de minha casa.

Fui para o meu quarto, com uma só determinação: se as orientações forem essas, eu não poderei trabalhar ao lado do Pr. Eros – mesmo porque eu sempre procurei obedecer aqueles e aquelas que me lideraram, no Senhor. E agora não será diferente.

Afim de que não haja dúvidas a esse respeito, sugiro que o sr. tome os depoimentos do Penteado, do Valadão, do Jorge, do Jario do João Demovis, entre outros – que por quase 15 anos, me viram trabalhando ao lado do Pr. Artur e da Aliete.

Em meu quarto eu orei, li a Palavra e refleti acerca das conseqüências nefastas que esta atitude iria provocar e resolvi passar por cima das necessidades reais que foram apresentadas por mim e reiteradas pelo Penteado (como o cuidado imediato com os casais) e colaborar na re-implantação da EBD, seguindo o princípio ético que nos diz : “entre duas opções de atuação, escolha sempre aquela que trará o menor dano, para o maior número de pessoas”

Acredito que, como desenvolvi um ministério sério durante os meus 31 anos de conversão, as pessoas se questionariam: “- Que razões teria ela, para não cerrar fileiras com o Pr. Eros?”  E eu tenho certeza de que isso seria muito negativo para a igreja – pois, como já lhe disse, eu primo pela transparência em meus relacionamentos; e se por acaso fosse questionada, certamente responderia com a verdade.

Como tenho plena certeza de que a nossa igreja precisa retomar a EBD – não só pelo zelo com a Palavra, e a conseqüente falta de doutrina decorrente da ausência do estudo sistemático das Escrituras Sagradas – mas também para ter um movimento de resgate de nossos valores denominacionais históricos; achei melhor continuar no processo.

Em meus 52 anos de vida, acrescidos de vivências no atendimento às pessoas  – creio que nas conversas – tanto no nível eclesiástico, como no secular; há dois níveis de emissão de conceitos: o explícito e o velado.

Em sua fala explícita ficou claro para mim que o sr. não aprova a inserção da Diva, da Cleusa, da Vera, da Rosa e do Salomão e de sua esposa;  para formar o corpo docente da IBI. Em contrapartida, entendi que o problema não é no nível pessoal e sim na questão de “Gênero”. Na verdade, concluí que o sr. é partidário do conceito teológico de que mulheres não devem ensinar na igreja e/ou mulheres não devem ensinar a homens.

Pastor, temos uma história no Ipiranga – Uma história que antecede esse período de conturbação – Uma história que contempla homens e mulheres de Deus, atuando com todo o potencial que o Criador lhes concedeu para auxiliar a resgatar outros(as) das trevas para a maravilhosa luz de Jesus!!!

Ao olharmos para trás, vemos uma nuvem de testemunhas fiéis, que se dispuseram a glorificar o Nome de Jesus em AMOR, aqui em nossa igreja, durante mais de 3 décadas – independente de serem homens ou mulheres!

Para mim (não só para mim – para o Jaime Kemp, também!), “quem ama, cuida”, e sendo o cuidado entendido como o exercício do amor, precisamos saber quais são as reais necessidades de nossa igreja para podermos “cuidar”, como convém.

 

            Como professora das disciplinas ligadas à Educação e à Ética, no curso de Teologia da FBTGABC – respeito o conceito de “Leitura da Realidade Local”.

Este conceito fala sobre a ação de se “ler” as reais necessidades do grupo com o qual um(a) professor(a) irá trabalhar.

Para o exercício dessa leitura, o professor deverá desenvolver uma sensibilidade tal, que possa vir a reconhecer as possibilidades, os potenciais e as limitações do grupo e trabalhar arduamente para promover o crescimento dos alunos, como indivíduos, respeitando suas diferenças. Vemos também que só existe uma aprendizagem significativa se houver vínculos de afetividade entre professor-aluno, aluno-professor e aluno – aluno. Isto significa que só haverá interiorização de valores e conceitos, quando houver saúde nos relacionamentos.

 

Bem, isto é perfeitamente cabível para a nossa situação como igreja…

 

Não é muito producente, em termos de vida cristã, que os ministérios estejam sendo organizados, liderados e funcionando, se os vínculos afetivos estão comprometidos…

Creio que é a igreja quem nos escreve a mensagem, o recado que precisamos ler!

No momento as feridas estão precisando de vinho e azeite…

 

Quero deixar claro o fato de que o meu posicionamento favorável à participação das mulheres no ministério do Ensino da Palavra não tem nenhum vínculo com a apologia da “Ordenação de Mulheres ao Ministério Pastoral” – Isto é outro assunto!!!

 

Mas, continuando a minha argumentação, quero trazer à memória, aquilo que me traz esperança e, por esta razão passo a colocar os exemplos e os textos bíblicos que me deram lastro doutrinário.

É bom nos lembrarmos do exemplo de Débora…

Débora foi um grande expoente nas Escrituras. Profetisa, casada e juíza em Israel. Como profetisa, comunicou ao povo que o Senhor entregaria o inimigo de Israel em suas mãos. Mas Baraque (o responsável legal) não quis ir, a não ser que Débora o acompanhasse. Ela prontamente concordou com seu pedido, mas o informou que daquela missão ele não teria nenhuma honra. Sísera seria apanhado pela mão de uma mulher. Certamente a observação de Débora implicava que, se era motivo de vergonha para que uma mulher matasse Sísera, não era menos vergonhoso que uma mulher fosse obrigada, pela mão de Baraque, a julgar Israel. Disse-lhe Baraque: Se fores comigo, irei; porém se não fores, não irei. Respondeu ela: Certamente irei contigo; porém não será tua a honra desta expedição, pois à mão de uma mulher o Senhor venderá a Sísera. Levantou-se, pois, Débora, e foi com Baraque a Quedes. Então Baraque convocou a Zebulom e a Naftali em Quedes, e subiram dez mil homens após ele; também Débora subiu com ele. (Juízes 4.8-10).

No texto de Juízes 5.12, quando Débora, uma mãe, se levantou para defender Israel, sua nação. Ela disse para si mesma: Débora; desperta, desperta, entoa um cântico; levanta-te, Baraque, e leva em cativeiro os teus prisioneiros, tu, filho de Abinoão. Assim, Débora demonstra que é a mulher adequada para todas as circunstâncias. Piedosa, sábia, confiante, talentosa, trabalhadora, administradora, corajosa, positiva, otimista, profetisa 4.4-5, patriota 4.6-14, poetisa, além de juíza, estadista, e até estrategista militar. Com mérito poderia ser chamada “Mãe de Israel”. Que mulher admirável! Parece impossível que uma só mulher reunisse tantas boas qualidades. Débora é, sem dúvida, uma das grandes mulheres da Bíblia. E ela fez uma diferença no mundo dela. Débora apareceu num momento muito difícil em Israel e colocou sua vida nas mãos de Deus. Através dela, Deus realizou uma grande obra.

Ainda no Velho Testamento vemos a atuação da rainha Ester – Ester 3-9, que com espírito de obediência, inteligência, senso estratégico, sabedoria e  orientação do Senhor, livrou o povo de Deus do extermínio.

E quanto à Abigail? O que dizer???

Como sabemos, o nosso exemplo bíblico em questão era uma mulher sábia, casada com um alcoólatra cujo nome era Nabal, que significava “tolo”(uma questão de identidade…).

Diferentemente de Salomão, ela não estava numa posição de liderança e sim de submissão e principalmente de submissão a Deus.

Por conta de suas atitudes, evitou-se um grande derramamento de sangue – 1 Samuel 25 – entre seu tolo marido e o guerreiro Davi (futuro rei)  e os seus quatrocentos homens; e  a sua vida – a vida de uma mulher – centenas de anos antes de Cristo – foi caracterizada por ações de sabedoria e palavras idôneas.
Graças a sabedoria divina usada por Abigail, aprendemos que a graça de nosso Deus nos dá liberdade de podermos obedecer ao Senhor, independente de gênero.

Já no Novo Testamento vemos o próprio Senhor Jesus, dignificando a mulher e fazendo dela o primeiro ser humano a ter o conhecimento de que Jesus era o  Cristo, o Messias que havia de vir – maior do que o “Nosso Pai Jacó” – João 4. 26

Em Atos 12.1-17, para onde Pedro se dirigiu??? Para a casa de Maria – mãe de João, também chamado Marcos. E o que aquele povo estava fazendo ali, – na casa de uma mulher???

Ainda no livro de Atos 16. 11-15, podemos nos perguntar: com que autoridade, Lídia convidou a Paulo e aos que o acompanhavam, para estar em sua casa? E o que aconteceu depois deste ato de hospitalidade na casa de Lídia??

- A quem mesmo os anjos se dirigiram, no sepulcro vazio,  e o próprio Jesus declarou o seu poder sobre a Morte? E esta mensagem, a mensagem da ressurreição, da vitória de Cristo sobre a Morte – o que mesmo esta pessoa fez com ela??

 Muitas mulheres exerceram papel importante na vida de Nosso Senhor Jesus e dos Apóstolos. Podemos contemplar a coragem da mulher que sofria de um fluxo hemorrágico constante (Lucas 8. 47), a postura de Priscila (Atos 18.2; Rm 16.3-5), de Maria (Rm 16.6); de Trifena, Trifosa e Pérside (Rm 16.12); a firmeza de Febe (Rm 16.1) e a prontidão de Evódia e Sínteque (Fp 4.2-3).

Querido Pr Eros – não vejo aqui nenhum ato de insubmissão – porque para mim importa mais obedecer a Deus do que a homens. E eu reitero, de todo o meu coração o desejo de que o seu ministério no Ipiranga seja profícuo e abençoado. Porém, se for esse o direcionamento – tenho certeza absoluta de que não poderemos andar juntos – mesmo amando-o e respeitando-o como servo de Deus, que o sr. realmente é.

Se hoje o irmão é o nosso Pastor, devemos o fato à intervenção de Deus e também à colaboração de muitos irmãos e irmãs. Lembro-me emocionada de colocações cheias de conteúdo e sensibilidade que foram feitas pela Noemi Fioranelli, pela Regina Almeida, pela Maria Dimovis, pela Eunice Rodrigues, pela Diva Rodrigues, por mim mesma; entre outras…

E o questionamento que permanece é o seguinte: “se essas mulheres foram inspiradas para se dirigir à igreja e ajudar a esclarecer questões de natureza espiritual, seriam elas menos honradas que seus maridos, pais, filhos, noivos, etc????

Creio que não é tirando a honra do posicionamento da mulher na igreja que nós vamos formar uma geração de homens mais corajosos, fortes e espirituiais.

 Infelizmente essa idéia fazia parte do escopo doutrinário sustentado pelo Pr. Renato Cobra, que acabou não recebendo guarida no presbitério da IBI – conteúdo esse, compartilhado comigo, pelo irmão Jorge em conversa informal.

Finalizando, creio que – a semelhança do Ipiranga –  cada igreja local deve analisar com critério o papel da mulher no ministério, dando a ela honra, respeito e espaço para exercer seus dons. Há muito trabalho preparado por Deus que pode e deve ser feito por mulheres piedosas. O Senhor as capacitou e a história tem dado demonstração abundante dessa verdade, sem que haja a necessidade do título de Pastora – e – principalmente sem que haja desonra para os homens de nossa Igreja.

Como o assunto é de extrema importância e creio que haverá implicações comprometedoras no re-início da EBD – estou repassando o conteúdo deste documento para os presbíteros.

Estarei presente à reunião e farei o que foi combinado anteriormente – só não poderei permanecer na Coordenação, se esta postura não for revista.

No amor, no temor, no tremor e no Serviço do Senhor,

Sua irmã em Cristo – Rosa Bianchi