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O JOVEM CRISTÃO E A SUA CARREIRA PROFISSIONAL NO ATUAL MERCADO DE TRABALHO

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O valor do cristão no mercado de trabalho

É dramática a situação de pessoas que se acotovelam nas salas de cursinhos preparatórios para concursos públicos que prometem salários atrativos e uma falsa sensação de estabilidade funcional.

Se falarmos da iniciativa privada, a situação é outra, não valem apenas o conhecimento de uma área específica ou domínio da informação, mas, também a atuação junto ao grupo de trabalho, a eficácia em lidar com conflitos internos, externos e grupais é levado em conta. No processo de seleção fatores como, valores culturais, pessoais e religiosos, estabilidade familiar, convivência e atuação em grupos de trabalho são avaliados, pois os riscos de inadaptação representam custos altos, seja pela indenização por conta da demissão, ou pelo novo treinamento do recém contratado.

Muitas empresas estão enxugando estruturas funcionais, preferindo contratos de prestação de serviços, lançando mão da contratação para execução de projetos específicos, e, nesta hora o empreendedorismo de si mesmo, e a excelência na prestação se serviço é o que realmente conta. Estas são as novas relações profissionais estabelecidas dentro de um mercado globalizado, porém, elas também podem nascer, crescer e desenvolver, ou simplesmente viver agonizando até a morte, porque na atual demanda de mercado, só sobreviverão os profissionais que sejam realmente resposta para um problema. Qualidade, eficiência e excelência é o que as empresas querem, o prestador de serviço deve sempre ir além daquilo que é pedido, o mercado irá querer contratar aqueles que superam suas expectativas e, que fazem muito mais do que é esperado, este profissional excelente está, e sempre estará em alta no mercado.

O sonho de um trabalho estável com altos salários, e com promessa de aposentadoria ficou, para trás, já aconteceu em outras décadas, hoje já nem tanto, porém a maioria das pessoas continuam sonhando hoje o sonho do ontem. O que há de real hoje, é que o mercado todos os dias aponta para milhares de oportunidades de trabalho, seja na prestação de serviços, que é um dos mercados cada vez mais crescente, a terceirização ou quarteirização da mão de obra, porém, nota-se que ainda está em falta homens e mulheres com ousadia e coragem para enfrentar o mercado. Pode-se perceber que o conforto de um emprego com “carteira assinada” e o, comodismo do salário garantido no final do mês, é ainda o sonho da maioria das pessoas, mesmo que se saiba que o mesmo virá a custa de frustração de potencial e, paralisia na criatividade e produtividade do trabalhador, como acontece muitas vezes no serviço público. Todos desconfiam das promessas milagrosas governamentais de gerar milhares de empregos, mas a maioria prefere acreditar que o maior empregador do país, o Governo, sabe o que está dizendo, e que o mesmo é quem irá garantir e dar estabilidade ao profissional.

Infelizmente, a busca por “um lugar ao sol” está na maioria das vezes ligada a empresas, organizações governamentais ou não, indústrias, carteira assinada, multinacionais, e esta busca está também dentro do coração e da mente da maioria do povo de Deus. Jamais podemos esquecer que o único que pode nos dar estabilidade é Jesus, e que só Ele é Senhor e, Nele é que está a nossa garantia, e por intermédio dEle, nós que somos filhos é quem devemos dar garantia a nossa nação, industria, empresas, organizações, e não o inverso. Assim cabe-nos um questionamento, afinal qual o papel do cristão dentro deste contexto sócio econômico?

Lembro-me da preleção de uma executiva de televisão e cinema dos EUA, chamada Déborah Bartled que em um seminário em Nassau nas Bahamas, disse:

- O que Steven Spilberg pode fazer, que você tendo o Espírito Santo de Deus, não pode fazer melhor?
- Ela dizia que muitos evangélicos se apresentavam para fazer algum programa de televisão e quando ela avaliava a preparação, equipamentos, e capacidade, encontrava na maioria um grande improviso, imaturidade gerencial, indisciplina, despreparo. O mercado de trabalho sempre estará aberto para pessoas que se dispõe a ser e fazer a diferença. Precisamos diferenciar o fato de ser a diferença, de ser o diferente, o estranho do grupo, muitos erram e até se afastam do propósito ensinado por Cristo de sermos a luz do mundo e o sal da terra (Mateus 5: 14,15) , quando tornam-se “os estranhos” do grupo, não se misturam deixando a nítida impressão, de ser melhor, especial, o dono da verdade, sendo quase intocável, criticam a todos e, estão sempre prontos para apontar comportamentos inadequados, e assim são considerados pelas organizações como pessoas críticas, antisociais, esquisitas mesmo.

Ser a diferença é o oposto de tudo isto, o não se misturar, é não participar de intrigas, fofocas, roubos seja de objetos e ou de tempo, como por ex.: ficar batendo papo na internet no horário de trabalho. Ser diferente, é ter sempre uma palavra de consolo, conforto e ajuda, para aquele colega, que tentou te passar a perna meses atrás, ser diferente é, nunca chegar atrasado, a não ser por motivo justo, é fazer além da sua obrigação, é ser feliz e educado sempre, independente das circunstâncias, esta é algumas das diferenças que Jesus espera dos seus filhos.

Ainda posso me lembrar do dia em que estava ministrando uma reunião para desempregados em nossa comunidade, quando ao final do encontro vindo em minha direção um senhor estendeu um envelope com listas de dezenas de oportunidades de trabalho para serem divulgadas.

Perguntei-lhe:

- O senhor é membro de nossa igreja?

Respondeu-me:

- Não, sou católico! É que o diretor da empresa me mandou aqui porque gostou muito das pessoas que foram encaminhadas daqui, e abriu novas oportunidades.

Então pensei comigo mesmo.

É, o povo de Deus está fazendo a diferença por lá mesmo!

Lamentavelmente nem sempre isto acontece. Não raro, encontramos queixumes de empregados e empregadores cristãos, quanto as dificuldades em trabalhar com cristãos que não dão bons testemunhos.

Mas, afinal o que Deus deseja que façamos para agradá-lo no campo profissional?

Primeiramente, acreditamos que é o não fazer distinção entre trabalho secular e sagrado.

Uma herança religiosa do passado, e que em nada dignifica ou inspira o desenvolvimento do cristão, mas sim cria em sua mente uma dicotomia, ou seja, existe dois registros mentais, onde a pessoa considera que existem umas ações que são consideradas sagradas e outras profanas. É comum no meio evangélico encontrar-mos pessoas infelizes com o seu emprego, por considerá-lo secular, destituído da graça divina, e que sonham em praticar a “obra” em tempo integral, porém, a maioria das pessoas se esquecem que o trabalho dito profano, pode ser exatamente o local que Deus quer utiliza-lo(a). Nota-se que o povo de Deus vivem com certos critérios e valores de segunda a sexta feira e quando chega-se ao sábado ou domingo veste-se uma roupa religiosa e vão a igreja viver e praticar a vontade de Deus.

Trata-se de um verdadeiro convite ao conflito e sofrimento psíquico, quando não espiritual. O ser humano é um ser total com corpo, alma e espírito que jamais podem ser desassociados, assim, tudo o que fizer e onde estiver, “faça tudo como para o Senhor…..” Segundo, honrar a Deus através da sua profissão.

Existem inúmeras demandas e atividades profissionais onde o cristão pode atuar, principalmente como um filho de Deus, guiado pelo Espírito Santo e recebendo inspiração divina, mas infelizmente boa parte dos cristãos estão sonhando em desfrutar do “Céu” e não quer transformar a terra e seus sistemas sociais. Em nossas palestras provocamos propositalmente os ouvintes cristãos a repensarem o seu papel social e comunitário, fazemos afirmações como esta:

- O Espírito Santo está aguardando voluntários para ensiná-lo a fórmula para cura da AIDS, da Malária, desenvolvimento de programas alimentares para população desnutrida, métodos de alfabetização e educação complementar, sistemas econômicos e financeiros para serem aplicados no mundo inteiro, tem alguém aqui que se candidate? E, olhando como se achasse impossível, que o Deus Todo Poderoso possa se interessar por atividades tão mundanas, a maioria fica em silêncio.

Mas, muitos não hesitariam em seguir viagem para algum país distante para falar do evangelho, mas recusam-se a desenvolver sua profissão como uma ferramenta de crescimento do Reino de Deus na terra em sua própria cidade.

“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”. (Mateus 5:16)

A palavra boas obras neste texto no original em grego significa “obras excelentes” uma proposta de aplicação da doação e generosidade inspirada em Deus.

Terceiro, ter um padrão de excelência profissional que provoque um grande impacto no mundo.

O cristão tem a responsabilidade de organizar a sociedade, pois os fundamentos de sua fé, estão alicerçados no respeito e cooperação mútua, respeito e honra as autoridades, e auto superação baseada no padrão ensinado por Jesus Cristo, com amor ao próximo e a Deus, sabendo que haverá prestação de todas as ações boas e más. Na etimologia da palavra excelência encontramos bondade, é aquele caminhar além do que é pedido ou contratado, chamaremos do caminhar uma segunda milha, conforme Jesus nos ensinou:

“Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas”. ( Mateus 5: 41)

E, num processo de recusa em ser medíocre, egoísta, amargo, o verdadeiro cristão lança-se numa permanente auto superação, desconsiderando as suas limitações, mas amparando-se agora na ilimitada fonte de inspiração e sabedoria disponível em Deus.

Prof. José Campos: Escritor, Docente local do Instituto Haggai, Professor em Liderança Cristã e Relações Interpessoais, ex-Diretor de Reinserção Social no Governo de Minas Gerais.

Dra Carla S. Campos: Mestre em Teologia, Psicóloga Clínica, Escritora, Palestrante, Ex-Diretora da Federação Aquática Mineira. Ambos, membros da Igreja Batista da Lagoinha em Belo Horizonte.

A ÉTICA DO PROFISSIONAL CRISTÃO

Amigos, 3/4 da vida passamos dormindo ou trabalhando. Que coisa, é muito tempo! Raciocine: onde você passa mais tempo: no templo da sua igreja ou no local de trabalho? Na “igreja” (estou usando o termo no sentido popular, antes que alguém escreva reclamando…) passamos por semana quando muito 10 horas. No trabalho passamos isso quase todo dia. Ora, é óbvio que se a gente passa tanto tempo trabalhando, e se não deixamos de ser cristãos quando saímos do templo, a nossa vida profissional, ao lado da vida familiar, são os dois ambientes onde poderemos mostrar de forma mais efetiva o nosso cristianismo.

Não se trata de definir, nesse momento, o que é mais importante, ou onde você aprende mais etc etc. É apenas a constatação de um fato, e da maior relevância. A maioria de nós não pode se dar ao luxo sequer de escolher onde QUER trabalhar. Estamos mais para agradecer a Deus onde CONSEGUIMOS trabalhar. E Deus vai conosco para o nosso trabalho, e nós continuamos a ser “sais da terra”, mesmo depois que passamos a catraca eletrônica e ligamos a máquina na fábrica, ou atendemos o paciente no consultório, ou o cliente na loja ou participamos da audiência, ou negociamos a venda do produto ou …

Acho que está na hora de questionarmos mais profundamente qual deve ser nossa postura nesse local onde ganhamos o “pão de cada dia”. É necessário que a gente comece a pensar melhor em como nos posicionamos como cristãos na esfera profissional. Parece-me constrangedor o fato de que, sendo esse o fator que durante mais tempo envolve a nossa vida, não seja tão discutido e abordado como outros temas.Discutimos exaustivamente como devemos nos reunir, por exemplo. Mas esquecemos de que a nossa vida (infelizmente, até) não é uma constante reunião de crentes. A segunda-feira chega para todo mundo.

Nossa tendência de superficialidade e simplificação das coisas é preocupante nessa área. Afinal, espiritualidade verdadeira não se mede (apenas) pela freqüência de um crente às reuniões. Tem uma porção de crente que não falta nem que esteja chovendo canivete. Mas quando chega na área profissional, cadê a ética, o respeito ao próximo, a honestidade? Quantos são os que pregam o Evangelho no domingo à noite e na segunda pregam cheques sem fundo e protestos em cartório!!

Outro aspecto, que eu chamaria de “mais nobre” da discussão, é que o profissional moderno tem que tomar certas decisões que são relativas à vida moderna e sobre as quais a Bíblia não trata explicitamente, por razões óbvias.

Explico: se você é um profissional médico, diretor de um hospital, e couber a você decidir se desliga ou não o aparelho do paciente. E aí? E se tiver que contar o diagnóstico de um câncer ao pai de família? Conta, mente ou dissimula?

Na área comercial não é diferente. Para ganhar a concorrência, eu pago ou não aquela viagem para a Europa que o comprador pediu? Isso sempre será propina ou nem sempre? Quando se justifica ou quando não?

E o crente psicólogo? Pelo juramento, sua clínica tem que ser laica. Mas, como apontar uma solução para um paciente sem falar de Deus? E se falar de Deus, feriu a ética profissional… E a secretária? Diz que o chefe não está ou expõem-no ao constrangimento?

Há outras perguntas na cabeça dos jovens cristãos de hoje. Qualquer profissão serve para o crente? Como justificar biblicamente uma resposta positiva ou negativa? Daqui a pouco (e para muitos a hora já está aí) é preciso escolher um curso universitário. Será que é só optar pela que dá mais dinheiro, ou será que mesmo dando dinheiro é preciso tomar cuidado com algumas áreas?

Pensando em tudo isso, e também observando que a nossa geração foi privilegiada (esses dias numa conferência perguntei quantos eram formados ou estavam na universidade, quase metade levantou a mão) com o acesso à cultura, à informação e à formação, pode-se concluir que não foi à toa que Deus nos deu este privilégio (que muitos de nossos pais não tiveram). Creio que Ele quer usar essa nova condição para a Sua glória.

Aí, estudamos, chegamos à universidade, e depois ao mestrado e ao doutorado e depois ao sucesso profissional. Mas até que ponto isso tudo não está sendo conseguido ao arrepio da ética e às custas do bom nome do cristianismo?

Marcos Soares www.irmaos.com

 

Profissional cristão e o sonho de Deus

Será que minha prosperidade financeira não acontece por que não estou trabalhando o suficiente?

Uma nuvem de engano tem norteado a mente dos profissionais cristãos. Muitas interrogações surgem, tais como: “O trabalho que faço agrada a Deus?”; “O reino de Deus pode se manifestar aqui no meu trabalho, mesmo este não sendo eclesiástico?”; “Será que minha prosperidade financeira não acontece por que não estou trabalhando o suficiente?”; “Estarei em perigo quanto à minha segurança financeira se não tiver um trabalho ‘fichado’?”

A Palavra do Senhor em Mateus 6.22 diz: ”Ninguém pode servir a dois Senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e ás riquezas.” Falamos a cristãos, então cabe uma pergunta: quem tem sido o seu Senhor?

Reflita agora e juntos analisemos. “Senhor” significa governo. Se Jesus Cristo é quem governa a sua vida e você o ama de todo o seu entendimento e coração, sendo Ele o primeiro em tudo, então todas as demais coisas lhe serão acrescentadas – assim nos afirma as Escrituras Sagradas.

Agora, se o seu trabalho e a busca por riquezas tem sido o centro da sua vida e de seu amor, então, cuidado, porque este seu “senhor” pode tirar você do propósito de Deus que é o de ter uma vida em equilíbrio; saúde tanto no corpo, alma e espírito bem como nas relações familiares e comunidade.

Aí você me pergunta: “Mas as provisões, de onde virão?” Eu lhe respondo: Deus entregou ao homem tudo o que há na terra para que ele pudesse transformar o que foi criado por Ele (como a madeira, a areia, a terra, o ferro, o vento, os vegetais, os animais e tudo o que existe à nossa volta). Chamou Deus de “bom” tudo quanto fizera e designou ao homem que exercesse domínio sobre a criação.

O homem é o “muito bom” de Deus. A transformação do “bom” em “muito bom” está em suas mãos. Tudo o que existe à sua volta, aguarda ansiosamente por seu toque transformador. Exercer domínio sobre todas as coisas e manifestar o Reino de Deus com o seu plano e o propósito, é um privilégio dado ao homem.

Mas, afinal, o que é “dominar”? Dominar é desvendar, conhecer, desnudar, descobrir toda e qualquer obscuridade. Citemos um exemplo: quando Bill Gates determinou que dominaria o mercado mundial com o seu software, e que haveria um microcomputador em cada casa no mundo inteiro, ele buscou conhecer, descobrir, desvendar tudo sobre o mesmo, toda e qualquer possibilidade de ampliação, modificação, evolução, transformação, expansão, adaptação e modernidade ele procurou conhecer e dominar. Quando algo fugia do seu domínio ele trazia para junto de si pessoas excelentes – os que dominavam aquela área em que era inapto. Hoje, é o homem mais rico do mundo e exerce influência na sua área de domínio. Tudo começou em uma simples garagem.

A Bíblia diz em Oséias 4.6: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento”. Conhecimento insere pesquisa, estudo, investimento, possibilidades, tempo, análises, erros e acertos; é saber como algo funciona de frente para trás, de trás para frente, de lado, de costas, de ponta cabeça; conhecer é dominar, é ser excelente, é ser “o cara”.

Infelizmente, muitos cristãos perderam-se nesta jornada. Voltaram-se somente para o espiritual e deixaram de lado o domínio intelectual, cultural e físico. Estão parados, apáticos e achando que não é mais necessário conhecerem o que está ao redor.

Entendemos que todo cristão tem o dever de ser o melhor em tudo, conhecer-se, desenvolver-se, capacitar-se em sua totalidade, ou seja, corpo, alma e espírito são de fundamental importância. Se você tem algo a fazer, faça com excelência, seja o melhor em tudo o que fizer, ou então se recuse a fazer. Mas até para dizer “não” você deve exercer domínio. Em primeiro lugar, você tem que admitir para você mesmo e depois para o outro que você não conhece isto ou aquilo, então dirá: “Procure alguém que domine o conhecimento para exercer esta tarefa”. Ou então: “Dê-me uma chance para procurar conhecer, dominar e então falaremos”.

Tenha uma vida com propósitos e seja praticante da habilidade dada a você por Deus – antes mesmo do seu nascimento. Aí você me pergunta: “Qual é o meu propósito?”
Eu lhe respondo: somente você é quem pode me dizer.


O CRISTÃO E O MERCADO DE TRABALHO

Quando o assunto é vida profissional e trabalho, cada época possui os seus desafios e peculiaridades. Observemos abaixo as evoluções cíclicas na sociedade e organizações conforme Enio Resende (O Livro das Competências, Editora Qualitymark, 2003, p. 4-5):

a) Predominância de uma atividade econômica

- Período pré-industrial (predominância da atividade agrícola)

- Período industrial (predominância da atividade industrial)

- Período pós-industrial (predominância da atividade de serviços)

b) Predominância de fatores que torna as empresas mais poderosas ou competitivas

- Fase da propriedade (anterior ao século XX)

- Fase do capital (pouco mais da metade do século XX)

- Fase da tecnologia (três últimas décadas do século XX)

- Fase do conhecimento (atual, iniciada no final do século XX)

A presente era é caracterizada pela evidência de um conjunto de fenômenos e fatores concomitantes. São eles:

- Informação

- Conhecimento

- Descontinuidade

- Competitividade

- Telecomunicações

- Paradigmas

- Competência

COMPETÊNCIAS QUE FAZEM A DIFERENÇA

Para lidar com essa realidade dos dias atuais, a ênfase dada em termos de exigência para aqueles que desejam ingressar e crescer no mercado de trabalho está nas “competências” do indivíduo.

Por “competências” entenda-se: “A capacidade de transformar conhecimentos, aptidões, habilidades, interesse, vontade, comportamento, etc. em resultados práticos.”

Algumas competências ganham prioridades nesse contexto. São elas:

- Ter um curso superior

- Dominar os conhecimentos em sua área de atuação

- Ser multe especialista, tendo um conhecimento diversificado do negócio (informática, idiomas, administração, logística, etc.)

- Saber administrar a própria carreira (manter-se atualizado e buscar constante qualificação)

- Ter habilidade para transformar conhecimentos em resultados

- Realizar as atividades com excelência

- Saber comunicar-se com clareza e objetividade (bom vocabulário, comunicação escrita e verbal, reuniões, apresentações, etc)

- Saber delegar tarefas e responsabilidades

- Ser capaz de trabalhar em equipe

- Saber relacionar-se bem

- Ter autocontrole das suas emoções (inteligência emocional)

- Ter empatia

A MELHOR CARREIRA OU PROFISSÃO

O jovem cristão precisa entender que a sua vida profissional está dentro do plano divino para a sua vida. A melhor carreira ou a melhor profissão é aquela que tem a direção e aprovação de Deus. Orar e agir é uma atitude prudente na vida daqueles que estão buscando em Deus o melhor para as suas vidas e para a glória dele.

Alguns jovens, durante a maior parte de suas vidas de dividirão entre o serviço na igreja e o trabalho secular. Outros, no tempo próprio, serão chamados para servirem ao Senhor em tempo integral, outros poderão servir nos campos missionários tendo a sua profissão como porta de entrada. São várias as possibilidades e as relações entre vida profissional e ministério cristão.

A nossa estabilidade profissional e o nosso sustento pessoal não dependem da organização onde você irá trabalhar. As empresas podem “quebrar”, as organizações públicas podem ser privatizadas ou extintas. A economia global e a instabilidade do mercado só nos dão a certeza de que a única certeza é a incerteza. Há pessoas formadas nas profissões de maior prestígio aos olhos humanos, que, no entanto, estão desempregadas e frustradas. Repartições públicas federais, estaduais ou municipais, empresas multinacionais, ou qualquer outra organização aparentemente sólida e estável não garantem a estabilidade do cristão. É Deus quem nos sustenta (Mt 6.25-34).

O TRABALHO NÃO É TUDO NA VIDA

Leia esta pequena história:

Uma vez um mestre fez uma experiência com seus alunos. Pegou um vaso e encheu-o com pedras grandes. Depois, ergueu o vaso e perguntou aos alunos: o vaso está cheio?

A turma se dividiu, com alguns dizendo que sim e outros que não. O mestre então, pegou algumas pedras pequenas e colocou-as no vaso. As pedras pequenas se encaixaram entre as grandes, e o mestre ergueu o vaso, novamente, perguntando: o vaso está cheio?

Desta vez a maioria da turma respondeu que sim. O mestre, então, pegou um saco de areia e despejou dentro do vaso. Depois, repetiu a pergunta.

A grande maioria respondeu que sim. O mestre, então, pegou uma jarra de água, derramou no vaso, e perguntou: o vaso está cheio?

A turma finalmente chegou a um consenso. Todos responderam que sim. Então o mestre falou: Este vaso é como a nossa vida. Se eu tivesse colocado as pedras pequenas, a areia ou a água em primeiro lugar, não haveria espaço para as pedras grandes. As pedras grandes na nossa vida são: família, amigos, carreira, trabalho, lazer e saúde. É fundamental que não descuidemos delas. Não podemos perder muito tempo com coisas sem importância (as pedras pequenas), pois corremos o risco de não haver espaço para as coisas que realmente são importantes (as pedras grandes).

Para Júlio Battisti (www.juliobattisti.com.br) foi vital para entender que em tempos de alta rotatividade e de busca por profissionais altamente qualificados, a carreira é importante sim. Mas ela não é tudo. Uma carreira de sucesso, afirma Battisti, é aquela sustentada por muitos pilares e, sem dúvida, família, lazer, amigos e saúde física e mental são alguns dos que têm maior importância.

Reservar um tempo para a família, programar horas de lazer ou de bate-papo com os amigos e realizar atividades físicas não podem, de maneira alguma, ser consideradas atividades que nos “roubam tempo”. Às vezes, é importante uma simples parada para não fazer nada e refletir sobre a vida. A partir do momento em que conseguimos equilibrar esses aspectos, passamos a ver as coisas com mais clareza e a produzir mais e melhor.

ALTAIR GERMANO