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A receita de Jesus para a verdadeira felicidade

teamojesus
 

A Verdadeira Felicidade Está em Cristo Jesus

Mateus 5.3 à 12

“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;
Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.”  Mateus 5.3-12

Todos nós desejamos ser felizes. De alguma forma, buscamos a felicidade, mas nem sempre a encontramos verdadeiramente. Nunca planejamos ter uma vida de sacrifícios, lutas incessantes, solidão, falta de amparo e conforto. Estamossempre querendo viver em harmonia com os nossos amigos, filhos, pais, companheiros e ter uma vida financeira confortável.
Tantas tribulações, originam-se de uma imperfeição humana que nos acompanha a cada dia. A prova disso, é que administrar nossa própria vida e ser sempre justo e correto requer habilidades perfeitas que, na verdade, não possuímos. Você tomas as decisões certas nas horas certas? Corrige seu filho com rigor e autoridade quando necessário e ao mesmo tempo, dá conselhos de forma carinhosa e correta que vão ajudar sua formação?
Provérbios 29.17 nos dá o seguinte aconselhamento:

“Corrija seus filhos e eles serão para você, motivo de orgulho e não de vergonha.”   Provérbios 29.17

Para exercer a função de educador, é necessária uma generosa dose de sabedoria doada por Deus. Filhos bem educados, criados na presença de Deus, alegram nossos corações e contabilizam imensamente na realização dos nossos sonhos.
O fato verdadeiro é que mesmo inconscientemente, muita das vezes, trilhamos o caminho mais longo, tortuoso e difícil para conseguirmos nossos objetivos e enfrentarmos os obstáculos das nossas vidas. Quando o vento sopra um pouco mais forte, sentimos medo e, até mesmo, nos desesperamos em determinadas situações.
Antes de sabermos qual a direção certa para trilharmos o caminho da felicidade, é preciso olharmos para dentro de nós mesmos e tentarmos detectar aonde há aquele espaço vazio que precisa ser preenchido com algo suficientemente poderoso capaz de suprir as nossas deficiências. Mesmo depois de detectado o problema, como devemos agir e com quem devemos contar para garantir a concretização dos nossos sonhos e curarmos nossas feridas?
Em todos os momentos, precisamos de uma ajuda muito especial para conquistarmos vitórias no trajeto de nossas vidas. Revela-se como um antídoto poderoso e eficaz que cura todos os males, que supre todas as deficiências, que revigora nossas vidas, que fortalece o nosso espírito e que nos proporciona o verdadeiro sentido da felicidade.
Esta fórmula preciosa é o amor de Deus, que também nos garante aprendermos a não nos preocuparmos com as pequenas coisas que o mundo nos oferece, mas valorizar o que ELE tem nos prometido ao longo dos anos.
Em Isaías 53.3 à 12, encontramos revelações emocionantes e necessárias à nossa meditação constante sobre o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo:

    “Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.
Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.
Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.
Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.
Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.
Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido.
E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca.
Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão.
Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniqüidades deles levará sobre si.
Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores.”   Isaías 53.3-12

       Jesus não tinha nenhuma beleza física que chamasse a nossa atenção, no entanto, pela sua grandeza, suportou sofrimentos terríveis para nos livrar do pecado. O seu perfeito sacrifício nos deu direito à vida eterna. Em troca, pediu-nos, apenas, que estejamos com os nossos corações abertos para recebê-lo e fazer a vontade de Deus descrita na sua Palavra. O salmo 37.4 nos faz a seguinte revelação:

Agrada-te do Senhor e Ele satisfará o desejo do teu coração.   Salmos 37.4

Portanto, queridos irmãos, precisamos ter fé em Jesus Cristo, pois Ele é o único caminho da nossa salvação, a única garantia de sermos conduzidos aos céus no dia da grande festa e também o único capaz de nos alimentar com esperança de uma nova vida suprindo todas as nossas deficiências.

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho ,e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” João 14:6.

Quando estiveres aflito, seja qual for o seu motivo, ajoelhe-se diante do Deus Pai e transborde seu coração cheio de fé. Agindo assim, Ele ouvirá o clamor do teu coração e te proporcionará, com abundância, bênçãos inimagináveis. Mesmo em tempos de tribulação, busque algo que o Senhor tenha feito na sua vida e mostra sua gratidão, sempre!
Quando estiveres com teu coração alegre e abastecido das virtudes celestiais derramadas pelas mãos Majestosas do Senhor, lembre-se, sempre, de agradecer as bênçãos recebidas. Através desse gesto de amor e confiança, conseguirá agradar o coração de Deus, que se manterá sempre ao seu lado, te contemplando e te dando vitórias nas suas provações, demonstrando que Ele é o responsável pela garantia da verdadeira felicidade.

      “Os que confiam no SENHOR serão como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre.
Assim como estão os montes à roda de Jerusalém, assim o SENHOR está em volta do seu povo desde agora e para sempre.
Porque o cetro da impiedade não permanecerá sobre a sorte dos justos, para que o justo não estenda as suas mãos para a iniqüidade.
Faze bem, ó SENHOR, aos bons e aos que são retos de coração.
Quanto àqueles que se desviam para os seus caminhos tortuosos, levá-los-á o SENHOR com os que praticam a maldade; paz haverá sobre Israel.”  Salmo 125.


 

 A RECEITA

INTRODUÇÃO

1. Jesus, o maior pregador

Este texto abre o que nós chamamos do maior sermão da história, o sermão do monte. Jesus é o maior pregador de todos os tempos. Ele é a própria Palavra encarnada. Ele é a verdade. Suas palavras são oráculos; suas obras, milagres; sua vida, modelo; sua morte, um sacrifício. Enquanto nós não podemos conhecer todas as faces dos ouvintes, ele conhece o coração de todos os homens.

2. Jesus, o maior pregador prega sobre a verdadeira felicidade 

a) O cristianismo é a religião do prazer e da felicidade

O homem é um ser obsecado pelo prazer. O hedonismo, a filosofia que ensina que o prazer é o fim último do ser humano parece reger a humanidade. A grande questão é onde está esse prazer: nas coisas externas? No dinheiro? No sucesso? Na cultura? No sexo? Na diversão? Nas viagens psicodélicas?

Salomão buscou a felicidade na bebida, na riqueza, no sexo e na fama e viu que tudo era vaidade (Eclesiastes 2:1-10).

John Piper disse que o problema não é a busca do prazer, mas o contentamento com um prazer terreno, carnal, raso, passageiro. Deus nos criou para o prazer. A busca da felicidade é legítima. O verdadeiro prazer está em Deus. O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre.

Agostinho disse: “Senhor, tu nos criaste para ti e a nossa alma não encontrará descanso até se repousar em ti”.

I. A VERDADEIRA FELICIDADE É UM GRANDE PARADOXO AOS OLHOS DO MUNDO 

1. A verdadeira felicidade é abraçar o que o mundo repudia e repudiar o que o mundo aplaude

Jesus diz que feliz é o pobre, o que chora, o manso, o puro, o perseguido.

Jesus diz que bem-aventurado é o pobre de espírito e não a pessoa autosuficiente, arrogante, soberba.

Jesus diz que bem-aventurado é o que chora e não aquele que é durão, insensível.

Jesus diz que bem-aventurado é o manso, o que abre mão dos seus direitos e não o valente, o brigão.

Jesus diz que bem-aventurado é o pacificador, aquele que não apenas evita contendas, mas busca apaziguar os ânimos exaltados.

Jesus diz que bem-aventurado é o puro de coração e não aqueles que se banqueteam com todos os prazeres do mundo.

Jesus diz que bem-aventurado é o perseguido por causa da justiça e não aquele que procura levar vantagem em tudo.

Jesus diz que quem ganha a sua vida, a perde; mas o que a perde, esse é o que a ganha.

Jesus diz que o humilde é que será exaltado.

2. A verdadeira felicidade não está nas coisas externas, mas nas coisas internas

Jesus não disse que bem-aventurados são os ricos. Essa felicidade não está centrada em coisas externas. As riquezas não satisfazem. Deus colocou a eternidade no coração do homem. Nem todo o ouro da terra poderia preencher o vazio da nossa alma.

A verdadeira felcidade está centrada não na posse das bênçãos, mas na fruição da intimidade com o abençoador. Para alcançar a felicidade, não basta posse, mas fruição. Um homem pode morar num palácio e não se deleitar nele. Ele pode ter o domínio de um reino e não ter paz na alma. “Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor” (Sl 144:15). Deus é o descanso da alma (Sl 116:7).

A verdadeira felicidade é deleitar-se em Deus, é alegrar-se com o sorriso de Deus, é beber dos rios de seus prazeres (Sl 36:8).

A verdadeira felicidade consiste em desfrutar da plenitude de Deus: ele é sol, escudo, herança, fonte, rocha, alegria, esperança.

A verdadeira felicidade consiste em tomar posse da bem-aventurança agora e na eternidade.

3. A verdadeira felicidade não é uma promessa para o futuro, mas uma realidade para o presente

Jesus não disse: Bem-aventurados serão os pobres de espírito, mas bem-aventurados são. Os crentes não serão felizes quando chegarem ao céu, eles são felizes agora. Os crentes são felizes antes mesmo de serem coroados. Eles são felizes não apenas na glória, mas a caminho da glória.

II. A VERDADEIRA FELICIDADE ESTÁ FUNDAMENTADA NO SER E NÃO NO TER 

1. O que ser pobre de espírito não significa 

a) Não significa pobreza financeira – Francisco de Assis foi o patrono daqueles que pensaram que renunciar as riquezas financeiras para viver na pobreza ou num monastério dava crédito ao homem diante de Deus. Mas a pobreza em si não é um bem, como a riqueza em si não é um mal. Uma pessoa pode ser pobre financeiramente e não ser pobre de espírito. A pobreza financeira pode ser fruto da obra do diabo, da exploração, da ganância e da preguiça.

b) Não significa ter uma vida espiritual pobre – Jesus não está elogiando aqueles que são espiritualmente pobres, descuidados com a vida espiritual. Ser pobre em santidade, verdade, fé e amor é uma grande tragédia. Jesus condenou a igreja de Laodicéia: “Sei que tu és pobre, miserável, cego e nu” (Ap 3:17).

c) Não significa pobreza de auto-estima – Jesus não está falando que as pessoas que pensam menos de si mesmas são felizes. Auto-estima baixa não é um bem, mas um mal.

d) Não significa timidez ou fraqueza – Essas características não são virtudes, senão males que devem ser combatidos.

2. O que significa ser pobre de espírito 

a) Ser pobre de espírito é a base para as outras virtudes – A primeira bem-aventurança é o primeiro degrau da escada. Se Jesus começasse com a pureza de coração, não haveria esperança para nós. Primeiro precisamos estar vazios, para depois sermos cheios. Não podemos ser cheios de Deus, enquanto não formos esvaziados de nós mesmos. Esta virtude é a raiz, as outras são os frutos. Uma pessoa não pode chorar pelos seus pecados até saber que não tem méritos diante de Deus. Ele jamais sentirá fome e sede de justiça a não ser que saiba que carece totalmente da graça.

b) Ser pobre de espírito é reconhecer nossa total dependência de Deus – No grego há duas palavras para designar “pobreza”. Penês = é o homem que tem que trabalhar para ganhar a vida, é aquele que não tem nada que lhe sobre. É o homem que não é rico, mas que também não padece necessidades. Ele não possui o supérfluo, mas tem o básico. Ptokós = descreve a pobreza absoluta e total daquele que está afundado na miséria. É o mendigo, o extremamente necessitado. Aquele que não tem nada. Esta é a palavra que Jesus usou. Feliz é o homem que reconhece sua total carência e coloca a sua confiança em Deus. Feliz é o homem que reconhece que o dinheiro, o poder e a força não significam nada, mas Deus significa tudo. O poeta expressou bem o pobre de espírito:

Nada em minhas mãos eu trago,

Simplesmente à tua cruz me apego;

Nu, espero que me vistas

Desamparado, aguardo a tua graça;

Mau, à tua fonte corro,

Salva-me, Salvador, ou morro.

Ser pobre de espírito é agir como o publicano: “Senhor, compadece-te de mim, um pecado”. João Calvino disse: “Só aquele que, em si mesmo, foi reduzido a nada, e repousa na misericórdia de Deus, é pobre de espírito.” Moisés: “Senhor, quem sou eu, eu não sei falar”. Isaías clamou: “Ai de mim, estou perdido…”. Pedro gritou: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou pecador”. Paulo clamou: “Miserável homem que eu sou.”. Ser pobre de espírito é expor suas feridas ao óleo do divino Médico. Se uma pessoa não é pobre de espírito, ela não acha sabor no pão do céu, não sente sede da água da vida; ela vai pisar nas riquezas da graça, ela não vai jamais desejar a redenção nem ter prazer na santificação.

c) Ser pobre de espírito é a nossa verdadeira riqueza – A riqueza de Cristo só pode ser apropriada pelos pobres de espírito. Há aqueles que pensam que se pudessem encher suas contas bancárias com ouro seriam ricos. Mas aqueles que são pobres de espírito, esses é que de fato são ricos. Quão pobres são aqueles que pensam que são ricos: Jesus disse para a rica igreja de Laodicéia: Você é pobre e miserável. Mas Jesus disse para a pobre igreja de Esmirna: “Conheço a tua pobreza, mas és rica”.

3. Porque devemos ser pobres de espírito

Ser pobre de espírito é a jóia que o cristão deve usar. Primeiro o homem se torna pobre de espírito, depois Deus o enche com sua graça.

a) Enquanto você não for pobre de espírito, jamais Cristo será precioso para você – Enquanto não enxergarmos nossa própria miséria, jamais veremos a riqueza que temos em Cristo. Enquanto você não perceber que está perdido, jamais buscará refúgio em Cristo. Enquanto não enxergar a feiúra do seu pecado, jamais desejará o perdão e a graça de Cristo.

b) Enquanto você não for pobre de espírito, você não estará pronto para receber a graça de Deus – Aqueles que abrigam sentimentos de auto-suficiência e se sentem saciados, jamais terão sede de Deus. Aqueles que se sentem cheios de si mesmos, jamais poderão ser cheios de Deus. Aqueles que pensam que estão são, jamais buscarão o Médico. Aqueles que pensam que têm méritos, jamais desejarão ser cobertos pela justiça de Cristo.

c) Enquanto você não for pobre de espírito, você não pode ir para o céu – O Reino de Deus pertence aos pobres de espírito. A porta do céu é estreita e aqueles que se consideram grandes aos seus olhos não podem entrar lá.

4. Como podemos saber que somos pobres de espírito

a) Quando toda a base da nossa aceitação por Deus está nos méritos de Cristo – Uma pessoa pobre de espírito não tem nada a exigir, a merecer, a reclamar. Ela se vê desamparada até refugiar-se em Cristo. Ela não tem descanso para a alma até estar firmada na rocha que é Cristo. Ela não busca nenhuma outro tesouro ou experiência além de Cristo. Ela está plenamente satisfeita com Cristo.

b) Quando o nosso coração está desprovido de toda vaidade – Jó mesmo sendo um homem piedoso, que se desviava do mal, que suportou provas tremendas sem negociar sua fidelidade a Deus, disse: “Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 42:6). Quanto mais graça ele tem, mais humilde ele se torna, porque mais devedor.

c) Quando o nosso coração anseia e clama mais por Deus em oração – Um homem pobre está sempre pedindo como Moisés. Ele sempre quer mais de Deus. Ele sempre está batendo no portal da graça. Ele sempre está derramando suas lágrimas no altar.

5. Motivos para sermos pobres de espírito 

a) Ser pobre de espírito é nossa riqueza – Você pode possuir as riquezas do mundo e ser pobre. Mas você não pode ter essa pobreza de espírito sem ser rico. O pobre de espírito é aquele que se prepara para receber toda a riqueza de Cristo.

b) Ser pobre de espírito é nossa nobreza – Se você é pobre de espírito, Deus olha para você como uma pessoa de honra. Aquele que é pobre aos seus próprios olhos, é precioso aos olhos de Deus. Quanto mais você se humilha, mais Deus o exalta.

c) Ser pobre de espírito aquieta nossa alma – Então, pode dizer como o salmista: “Eu sou pobre e necessitado, mas Deus cuida de mim.”

III. A VERDADEIRA FELICIDADE É UMA RECOMPENSA PARA O PRESENTE E PARA O FUTURO 

1. A posse do Reino de Deus é algo presente e não apenas futuro

Jesus disse: “Bem aventurados os pobres de espírito, porque dos tais é o Reino dos céus”. Ele não disse, “porque dos tais será o Reino dos céus”.

A felicidade cristã não é para ser desfrutada apenas no céu, mas agora, a caminho do céu. O povo de Deus deve ser o povo mais feliz da terra. “Feliz és tu, ó Israel! Quem é como tu? Povo salvo pelo Senhor, escudo que te socorre, espada que te dá alteza” (Dt 33:29).

A pobreza de espírito está conectada com a posse de um Reino mais glorioso do que todos os tronos da terra. Pobreza é o oposto de riqueza e ainda quão ricos são aqueles que possuem o Reino. A pobreza de espírito é o pórtico do templo de todas as demais bênçãos.

A palavra Makários descreve uma alegria e uma felicidade permanente, que não sofre variações. É uma alegria que não pode ser destruída pelas circunstâncias da vida. Jesus disse: “A vossa alegria ninguém poderá tirar” (Jo 16:22). É a felicidade que existe na dor, na perda, na doença, no luto. É o gozo que brilha através das lágrimas e que nada, nem a vida nem a morte, pode tirar.

Entramos no Reino e o reino entrou em nós (Lc 17:21). Estamos no mundo, mas não somos do mundo. Nascemos de cima, do alto, do Espírito. Estamos em Vitória, mas estamos em Cristo. Estamos em Vitória, mas estamos assentados nas regiões celestiais em Cristo. Estamos passando por lutas, mas já estamos abençoados com toda sorte de bênção em Cristo.

2. A nossa felicidade será completa quando tomarmos posse definitiva do Reino no futuro 

a) Os salvos não apenas vão entrar na posse do Reino, mas vão reinar com o Rei da glória – Estaremos não apenas no céu, mas também nos tronos. Teremos uma coroa, teremos vestes reais, receberemos um trono (Ap 3:21).

b) O reino dos céus excede ao esplendor dos maiores reinos do mundo – 1) Porque o fundador desse Reino é o próprio Deus. 2)Porque esse Reino será mais rico do que todos as riquezas de todos os reinos. Tudo que é do Pai é nosso. Somos os herdeiros de todas as coisas. 3) Porque o Reino dos céus excede aos demais em perfeição. As glórias de Salomão serão nada. As glórias dos palácios dos skaikes dos Emirados Árabes serão palhoças. 4) Porque o Reino dos céus excede em segurança – Nada contaminado vai entrar lá, nenhuma maldição. 5) Porque o Reino dos céus excede em estabilidade – Os reinos do mundo caíram e cairão, mas o Reino de Deus permanecerá para sempre. O crente mais pobre é mais rico do que os reis mais opulentos da terra.

CONCLUSÃO 

Temos nós andado de modo digno desse Reino? Temos vivido de modo compatível com aqueles que vão assentar em tronos? Temos resplandecido a glória de Deus em nós?

Seu coração está vazio de vaidade? Está sedento pelas coisas do céu? Você já abriu mão de tudo para se derramar aos pés de Cristo?

No tempo de Cristo quem entrou no Reino não foram os fariseus que se consideravam ricos em méritos, nem os zelotes que sonhavam com o estabelecimento do Reino com sangue e espada; mas os publicanos e as prostitutas, o refugo da sociedade humana que sabiam que eram tão pobres que nada tinham para oferecer, nem receber. Tudo o que podiam fazer era clamar pela misericórdia de Deus.